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Opinião

Comunicação: Call to action para a missão

Sílvia Monteiro

Vivemos num tempo e numa cultura de mudança que é preciso encarar e abraçar, de forma a compreender o mundo novo em que se insere a Igreja nos nossos dias. Há fenómenos novos que exigem resposta, há modelos que já não servem o presente, é urgente procurar novos caminhos para construir uma presença forte da Igreja na sociedade, capaz de fazer a diferença, capaz de iluminar a humanidade.
Comunicar em Igreja não é apenas um trabalho de publicidade ou difusão de conteúdos, exige a transmissão do evangelho como testemunho, de forma positiva, credível e autêntica, numa perspetiva de encontro com o próximo.
No tempo presente, a vida é marcada pelas redes sociais, que mudaram radicalmente a forma de comunicação e relação na sociedade. Estas redes constituem um desafio para as competências comunicativas da Igreja, mas são, sem dúvida, uma nova oportunidade de construir laços, promover a comunhão, desenvolver a solidariedade e o respeito pelo outro.
O mundo digital não é um mero instrumento para usar, mas sim “um lugar” para habitar, focado nas pessoas, nas suas necessidades e na sua fome de Deus. É urgente trazer a voz da Igreja e as suas propostas para estes espaços. Os cristãos são chamados a estar neste mundo digital como testemunhas do amor de Jesus Cristo, assumindo, com responsabilidade e espírito de missão, uma cultura de verdade, solidariedade, defesa da dignidade da pessoa humana e respeito pela vida.
O Papa Francisco apresenta-nos a ternura como o verdadeiro canal de comunicação em Igreja. A ternura é o amor que se faz próximo e concreto, implica a capacidade de olhar, tocar, abraçar, inclinar-se para chegar ao próximo, deixar-se alcançar, numa atitude de escuta para perceber as necessidades do outro.
É fundamental despertar em cada cristão esta consciência de estar nas redes e ser um sinal de esperança no mundo em que vivemos, encher a realidade de sentido e dar respostas a um mundo que cada vez mais se interroga.
Nas palavras do nosso Papa, “para a Igreja, a comunicação é uma missão. Nenhum investimento é muito alto para difundir a Palavra de Deus”.
A comunicação é um dos grandes desafios das estruturas da Igreja, que requer visão, planeamento a médio e longo prazo, profissionalismo e aquisição de competências nas suas diversas áreas, mas que exige acima de tudo comunicadores apaixonados por Jesus, pela missão e pelo próximo.
Em cada Diocese, a comunicação deve estar ao serviço de todos, facilitando o trabalho, o conhecimento e a interação das paróquias, instituições, secretariados, agentes pastorais e leigos em geral, em união fraterna com o seu Bispo. A comunicação deve ter como objetivo construir pontes, unir e partilhar a beleza de sermos irmãos em Cristo, num tempo tantas vezes marcado por divisões no seio da Igreja.
Somos uma Igreja pobre em recursos humanos, técnicos e materiais, pelo que precisamos de unir esforços, colaborar em vez de competir, compreender que a nossa força está na unidade, no ser membros de um único corpo do qual Cristo é a cabeça. Só desta forma poderemos responder às exigências da missão da Igreja.
Jesus desafiou-nos a sermos uma Igreja em saída: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura” (Mc 16,15).
Hoje, como sempre, somos convocados por Jesus para a missão. Os caminhos poeirentos de ontem deram lugar às autoestradas e cidades de hoje, também elas cheias de falsos profetas e vendilhões de soluções fáceis. Em dois mil anos, mudaram as ferramentas de comunicação, mas a missão permanece a mesma. Cada um de nós, Igreja em comunhão com Cristo, é chamado a esta missão crucial: ser um cristão do século XXI, anunciando sem temor que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Tenhamos a coragem de sair do conforto das nossas igrejas e dos nossos grupos católicos para anunciar a todos, com ternura e alegria, a esperança que Jesus nos dá, de forma a tocar e dar um sentido à vida de todos aqueles disponíveis para acolher a Sua mensagem.
Vamos responder com entusiasmo a esta renovada missão?

Uma Economia que Mata

João Bento

A escolha do modelo de mercado é hoje uma questão central. Os mercados não são todos iguais. Há um mercado que reduz as desigualdades e um outro que as explora. Trata-se de um mercado incivilizado que exclui e conserva as "periferias existenciais" ao longo do tempo. O alerta vem do Papa Francisco na sua exortação apostólica – Evangelii Gaudium.

Nesta exortação, profere algumas frases polémicas geradoras de um debate que não parou até hoje. E salienta: “Não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado” (EG 204); “Devemos dizer ‘não a uma economia da exclusão e da desigualdade social’. Esta economia mata” (EG 53).

A última expressão seria assim o gatilho para um soundbite extraordinário, especialmente depois de ser retirada do seu contexto e considerada chocante, indo ao ponto de ser rotulado como comunista. Para Francisco a dedicação aos pobres não é uma invenção de Karl Marx, é algo que está presente no Evangelho.

Francisco insiste na urgência de agir, colocando as pessoas no centro como principal argumento contra a “economia que mata” e a “cultura do provisório”. Condena a cultura atual, por ser um sistema que promove a “cultura do descartável” e da “globalização da indiferença” e defende uma globalização de identidades, de esperança e de povos que praticam, quer dentro de si mesmos, quer entre si, uma verdadeira cultura do encontro.

Na encíclica “Laudato Si”, sobre o cuidado da casa comum, o Papa leva mais longe o seu olhar sobre a crise sistémica que vivemos. A “violência” das palavras de Francisco tem aqui maior expressão, na medida em que já não é “esta economia”, mas “a” economia, que condena abertamente.

Francisco convoca-nos a todos, Estado, Igreja e Comunidades, apelando à responsabilidade perante os problemas “da economia” que atinge as populações mais carentes e desfavorecidas, idosos, crianças, migrantes, pobres e desempregados, e que resulta do fascínio tecnológico e da idolatria do dinheiro, originando a miséria de tantos. Questiona ainda o relacionamento entre Estados, política e economia, subdesenvolvimento e fome, crise ecológica e ambiental, biodiversidade, natalidade, desigualdade social e ecologia social, etc.

A finalidade da empresa é criar valor. O lucro é uma pequena parcela desse valor. A empresa tem que criar valor económico, social, ambiental, cultural, pessoal e comunitário, valor para a sociedade. Ou seja, as próprias pessoas também têm de sentir essa criação de valor. As universidades e todas as organizações tem de ser laboratórios de esperança para novas formas de compreender a economia e o progresso, combater o dumping social, a corrupção, a cultura do desperdício, dar voz a quem não tem, que permitam às pessoas viver e não matar, incluir e não excluir, humanizar e não desumanizar.

A economia somos nós, comportamentos e consumos, deve contribuir para a promoção do crescimento integral, apelando a valores como solidariedade, equidade, justiça, liberdade e amor ao próximo. É na vida concreta da comunidade, ‘rostos e nomes’, que se define o encontro contínuo, temos de ser cada vez mais “Igreja em saída, alegre e inquieta”.

Se esta economia mata, que economia nos manteria vivos? Como passar de uma economia de exclusão para uma economia de comunhão? Uma economia com Alma? Uma economia de cidadãos ou de consumidores? Como enfrentar a globalização da indiferença?

Paulo Freire diz que uma transformação somente é válida quando feita pelas pessoas e não para as pessoas. Francisco desafiou recentemente os jovens para serem os “protagonistas da mudança”.

Podemos encontrar no Evangelho e nas práticas quotidianas, a chave que nos permite enfrentar os desafios atuais, valorizando as diferenças sem exclusões…Jesus é um homem de periferia, está no DNA do cristão.

7 voltas para a muralha cair

Martinho Soares

A palavra periferia deriva etimologicamente do grego e significa qualquer coisa como “circunferência”, “levar à volta”, “rodear”, “fazer circular”. Dos múltiplos sentidos e suas nuances, ressalta a ideia homonímica de circular, nas categorias gramaticais de adjetivo e verbo. Hoje, o termo é usado em múltiplas aceções e pode aplicar-se a campos tão diversos como os sociais, económicos, geográficos, artístico-culturais, etc. É certamente nos marginalizados da sociedade, pobres, imigrantes e refugiados incluídos, que pensa o Papa Francisco, quando usa e populariza o termo. Por norma, estes coincidem no espaço com a cobertura geográfica do conceito, que são as periferias dos grandes centros urbanos ou dos continentes mais ricos, como a Europa e boa parte da América. Nas franjas das áreas artísticas e culturais, não é difícil situar as vanguardas e as correntes alternativas, como começou por ser – só para dar um exemplo – o cinema e a música Indie, antes de terem vindo ocupar o centro. Todas estas fronteiras são muito porosas e intermutáveis.

O ciclo de “Curtas com conversa” que temos promovido em torno deste conceito nuclear, permite-nos já fazer um balanço e destacar uma série de ideias: 1) há as periferias da natureza: florestas autóctones e amigas da biodiversidade, que antes ocupavam o centro ou a maioria do território e foram empurradas para as margens para dar lugar às grandes monoculturas intensivas; 2) o corpo é a nossa primeira fronteira e limite periférico na relação com os outros, sendo esse limite passível de se restringir a um único movimento do dedo, ainda assim insuficiente para impedir completamente o ser humano de se relacionar com os outros seres que o rodeiam; 3) há periferias bem frequentadas, como sejam as periferias do tempo lento, escolhidas por quem quer habitar sem as pressas e as acelerações impostas pelas novas tiranias digitais, laborais, consumistas.

No fim de tudo, uma certeza: não há muralha tão inexpugnável que não ceda ao assédio persistente das periferias: sejam elas abaladas por poderosas trombetas, como as de Jericó (Js. 6); por cavalos de madeira infiltrados, como as de Troia; ou por selvagens desesperados como os que escalam a grande muralha de gelo em A Guerra dos Tronos. Podem não cair à primeira nem à segunda nem à terceira volta, talvez não resistam à sétima (arte); por isso, continuaremos com as nossas curtas a derrubar muralhas.

A periferia tem muitos lados

Maria Manuela Rato

Há uns anos atrás li um texto de um amigo que hoje me remeteu para o tema - Periferias.

Este, falava de um homem que se encontrava à porta do Metro, numa manhã fria de Inverno onde tocou, quase durante uma hora ininterruptamente várias peças de Bach. Era hora de ponta! Passaram por ele centenas de pessoas… poucos repararam e pararam… todos estavam cheios de pressa para os seus trabalhos… não havia moedas, não havia aplausos.
Este Senhor era um violinista famoso dos mais talentosos do mundo, tinha tocado algumas das peças mais elaboradas; e o seu violino valia alguns milhões de dólares. Dias antes de tocar aqui, este violinista tinha esgotado um teatro numa cidade nos Estados Unidos, onde cada lugar custava em média 100 dólares.

Como esta historia me deixou a pensar, onde está o centro? Onde nos centramos?
Tudo nos chega de forma tão natural e simples mas, no quotidiano da nossa Vida, na pressa, nos afazeres do trabalho, nas rotinas que temos, deixamos o Centro de tudo - DEUS e, passamos a viver nos arredores, nos subúrbios do essencial, na periferia; rodamos, rodamos até ficarmos tontos e não nos apercebemos da beleza de tantas coisas que nos chegam todos os dias, todas as horas, todos os minutos.
É tão fácil passar no lado contrário, ou do outro lado, passar à frente, não ouvir, ou não ver… passamos a Vida tão atarefados, com um ar tão preocupado, tão tristes adotamos comportamentos destruidores do próximo e de outras criaturas; sobrepõe-se a intemperança, levando a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguimos aqueles desejos incontrolados que, no livro da Sabedoria, são atribuídos a quantos não têm Deus como ponto de referência, nem esperança no futuro.

Estejamos voltados continuamente para a Páscoa de Jesus, para o horizonte da Ressurreição! Pedimos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de conversão;
Não deixemos que nos passe em vão, este tempo favorável!

A periferia da geometria é O centro

Rui Fernandes

(…) e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo (…)
Para um arquiteto a geometria euclidiana é a primeira linguagem e as medidas o vocabulário mais básico. Nestas primeiras noites de Primavera gosto de olhar o firmamento e recordar o absurdo das distâncias que compõe o Universo: olhar para o cintilar das estrelas e recordar que a luz de muitas delas é apenas a viagem dos seus feixes óticos já que a fonte luminosa há muito se extinguiu, redimensiona a nossa escala (para mim ainda abstrata) e traz uma noção mais exata do quão periféricos somos na vastidão universal.
Aqui chegados, esta tomada de consciência pode ter muitas direções. Creio que a mais urgente é interiorizar a escassez que é esta bola azul enquanto suporte para a vida humana, e como esse facto reclama uma reconversão do nosso entendimento de humanidade na história, como tão bem nota o Papa Francisco na Encíclica Laudato Si; e que foi o tema da primeira sessão do programa Curtas com Conversa que decorre no Seminário, porém gostava nestas linhas de fazer um exercício mais básico de mapeamento da geografia de Cristo…fazer a volta ao contrário!
A liturgia deste tempo da quaresma apresenta-nos Cristo na sua derradeira itinerância antes de se dirigir a Jerusalém, para o seu ato inicial (final). São um conjunto de paisagens “periféricas”: bordas de um lago, deserto, estradas e caminhos, cenas a meias entre este mundo e o outro, tentações, imperfeições e provocações...há de tudo! Tudo menos a cidade canónica, das ruas, praças, templos e tribunais, essa está reservada para a explosão final. Se conseguirmos mergulhar a fundo nesta viagem chega a dar tonturas, Cristo está feito um cometa em aceleração imparável, orbita o mundo em elevada vertigem e aponta já ao centro do centro: em três dias destruirá e refará o Templo.
O nascimento do Cristianismo é uma viagem das periferias para o centro, é o desenho e movimento de Cristo que o obriga. É uma emergência em deixar a margem, é a consciência que não basta ficar a habitar uma tenda na montanha, ou apenas eternizar a peregrinação nos caminhos secundários: o encontro com Cristo tem uma direção central, Ele projeta-nos na história e convoca-nos a um roteiro preciso, no relato de Lucas: e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.
O programa do Cristianismo é uma irradiação: a partir de Jerusalém desenham-se anéis concêntricos da Judeia, Samaria a Coimbra e até aos confins do mundo…é esta novidade que inverte a geometria das nossas noites de contemplação do firmamento. A partir do momento que Cristo irrompe na vida de cada um, também nós somos chamados a fazer a viagem que altera todos os sentidos: o amor de Cristo e a sua promessa do Reino faz de cada um o centro da história. A vastidão do universo é só uma imensa periferia…
É aqui que ganha todo o sentido o apelo do Papa Francisco: a imagem de uma Igreja em saída, que se procura e projeta nas periferias existenciais do homem, é novamente a convocatória ao projeto seminal de Cristo, é um grito para que cada um de nós se conforme com a imagem da peregrinação d´Ele até Jerusalém e que o façamos com o itinerário completo: visitando os desertos, clamando por entre as multidões, pisando todos os caminhos e bordeando todas as margens: é aqui que está o que falta ao centro…as periferias.

Comunicar com as periferias: opção estratégica ou missão evangelizadora?

Sílvia Monteiro

Somos Filhos de Deus, criados por Ele à sua imagem e semelhança.
Como sabemos isto? Sabemo-lo porque o nosso Deus não é apenas um Deus Criador, É um Deus comunicador, que acompanha o ser humano desde a conceção até à vida eterna.
Quem melhor para comunicar Deus e a Sua mensagem, que o próprio Deus feito homem e nosso irmão, um Deus que se pode ver e ouvir, seguir ou ignorar, com quem se pode comunicar e de quem se pode receber a Palavra, de forma simples, clara e verdadeira. Podemos dizer que Deus, ao fazer-se Homem, comunica, comunica-se.
A quem é dirigida a Palavra de Deus, a sua comunicação? A todos? Certamente que sim. Mas a quem é particularmente dirigida? Esta resposta é claramente dada por Deus quando escolhe fazer-se um de nós na pessoa de Jesus.
Em vez de aparecer aos homens em Roma, centro do mundo de então, nasce numa manjedoura numa pequena localidade nos confins do mundo. Ao invés de tomar rapidamente o poder, associando-se às elites, tem inicialmente uma existência pacata numa família humilde e, quando inicia a vida pública, escolhe como companheiros pessoas simples ou olhadas de lado pela sociedade: pescadores, cobradores de impostos, agitadores políticos... Não foca a sua atenção nas pessoas e estruturas centrais, dirigindo-se antes às pessoas menos valorizadas naquele tempo: mulheres, crianças, pobres, doentes, portadores de deficiência...
Podemos então concluir que as periferias estão no centro do Evangelho, o que é periférico para a humanidade, é central para Deus. Deus quer-nos no centro e quer ser o nosso centro; somos nós que frequentemente O relegamos para a periferia e, consequentemente, construímos sociedades em que os mais fracos, os pobres, os estrangeiros, os doentes, os proscritos são atirados para a periferia.
Deus, porém, ama as periferias e impele-nos a comunicar com todas as periferias, a aprender com elas a amar a Deus, a praticar o Amor e a Justiça.
Se eu sou cristão, amo as periferias. Se eu sou Igreja, tenho de comunicar a Boa Nova de Deus às periferias, torná-las o centro da minha vida, da minha comunidade, do meu projeto de santidade. Se Jesus Cristo veio para as periferias, amou as periferias, morreu pelas periferias, também nós temos de lhes dedicar uma atenção especial, pois nelas está o futuro da Igreja e da Humanidade. Comunicar com as periferias é imitar Jesus Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida.
Como comunicar com as periferias? Queremos converter as periferias ou converter-nos às periferias?
A primeira opção implica que eu sou sábio e as periferias ignorantes e se eu acredito nisto, então jamais compreenderei as periferias. A segunda opção implica ter a humildade de ouvir as periferias, entender os seus problemas e anseios, identificar os seus atos diários de heroísmo e, dessa forma, perceber que elas estão muitas vezes bem mais perto de Deus do que nós e que, se deixarmos, poderão salvar-nos de nós próprios, da nossa superioridade e arrogância e mostrar-nos o verdadeiro Deus, menino na manjedoura em Belém, cordeiro imolado no Calvário, Salvador eterno relevado em Emaús, em Coimbra e em todo o universo.
Não tenhamos dúvidas, comunicar com as periferias, de cada um de nós, da nossa comunidade, do nosso país, da Igreja e do Mundo tem uma tripla dimensão: ir ao encontro do outro, ir ao encontro de nós próprios, ir ao encontro de Deus, da Sua palavra e da Sua salvação.
Por tudo isto, comunicar com as periferias não é uma opção estratégica ou politicamente correta é, isso sim, a principal vocação da Igreja e de cada cristão e o único caminho que conduz a Deus, uno e trino, presente e futuro!